A esquerda odeia pobres bem sucedidos

A esquerda odeia pobres bem sucedidos

O Neymar é um dos maiores jogadores do mundo e atualmente, de acordo com um  levantamento da Forbes, recebe em torno de R$23 milhões por mês do time Paris Saint-Germain, do qual faz parte. Nascido em Mogi das Cruzes, negro e de origem humilde, ralou muito para realizar seus sonhos e objetivos. Foi preciso muita disciplina, treinos, lesões e aprendizados para alcançar o patamar em que se encontra.

E seu sucesso vai muito além do futebol. Seu jeito carismático e popular acabou gerando a “marca Neymar”, que é extremamente rentável e influente. Muitas empresas o contratam para lançar produtos e serviços. Seu perfil no instagram é um dos perfis com mais seguidores no mundo inteiro, está entre as 20 pessoas com mais seguidores do planeta. E a influência é gigante, em diferentes grupos e setores da sociedade, incluindo muitos jovens de comunidades pobres, que o tem como exemplo. 

Todo esse sucesso atraiu a atenção de muitas pessoas com o passar dos anos, como era de se esperar. Onde há muito dinheiro e influência, haverá muita atenção. E Neymar não passaria despercebido pela esquerda raivosa, mesmo que ele seja negro e um dia já tenha sido pobre. Para alguns, um pobre ter vencido na vida e se tornado um grande milionário é motivo de cancelamento, desprezo e vergonha.  

E por que querem tanto cancelar o Neymar?

A esquerda, de modo geral, ataca a desigualdade entre as pessoas e coloca a culpa disso nos ricos, pois acreditam que para alguém se tornar rico, outra pessoa foi explorada e  necessariamente ficou mais pobre, como se a economia fosse um jogo de soma zero. Também acreditam que exista uma luta de classes, na qual a classe rica é opressora das classes mais pobres. Por este motivo, os ricos devem ser extintos através da redistribuição do dinheiro, para que assim a opressão e a desigualdade deixem de existir. Isso na teoria, claro. 

Além disso, a esquerda defende que o Estado seja responsável pela vida das pessoas através do controle social, ao invés de a própria população ser estimulada e desenvolvida a procurar meios para se sustentar e cuidar de si. Ter indivíduos responsáveis e independentes é algo que a esquerda definitivamente não quer, porque vai contra o sistema que eles buscam implementar. 

Constantemente eles escolhem um inimigo comum para atacar e assim convencer outras pessoas a acreditarem e defenderem tais ideias. Neymar é um grande exemplo de alguém que conseguiu sair da pobreza sem ajuda do Estado. E ele não apenas conseguiu esse feito, como também ajuda outras pessoas carentes a terem um futuro melhor através de doações e da sua Instituição.

Ao se tornar muito rico, Neymar passou a ser um vilão, já que agora faz parte da classe dos opressores. Para a esquerda mais radical não interessa que ele tenha vindo da pobreza e não tenha herdado nenhuma fortuna. Há um ressentimento e um ódio por aqueles que conseguem superar a pobreza e viver uma vida luxuosa. Somado a isso, Neymar já foi acusado de sonegar impostos, e mais recentemente, durante as eleições, foi uma das pessoas públicas que apoiaram o candidato a presidente Bolsonaro. Isso fez aumentar ainda mais o ódio por ele. 

Mas de onde vem tanto ódio por pessoas bem sucedidas?

Mesmo supondo que seja verdade que a economia é um jogo de soma zero, Neymar saiu da pobreza e ajuda outras pessoas a terem oportunidades de subir na vida, nesse cenário ele não estaria fazendo justiça ao ter “tomado” parte da renda que antes era dos “ricos opressores”? Se o dinheiro passou dos ricos para a mão do Neymar, então de certa forma a redistribuição de renda foi feita e deveria ser motivo de comemoração, pois é o que eles dizem defender. Esse seria o raciocínio seguindo a teoria da esquerda. 

Só que coerência para quem defende e acredita em ideologias não existe. Se a realidade mostra uma coisa oposta à ideologia, então eles irão ignorá-la ou manipular os fatos. A teoria de que a economia é uma soma que resulta em zero não tem qualquer fundamentação na realidade e já foi refutada há muito tempo por muitos especialistas, inclusive até pelos progressistas. Carl Menger e Ludwig Von Mises, economistas da Escola Austríaca de economia, deixaram bem explicado em seus livros o porquê a economia não é um jogo de soma zero. Se ela fosse, não teríamos criado e construído tantos bens e serviços, como nunca visto antes.  

Esse ódio deixa claro que essas crenças não são para defender os pobres. Tal ressentimento e a dissonância cognitiva só podem ser explicados por questões psicológicas. As ideologias nascem a partir de uma interpretação da realidade somada aos sentimentos de quem a está interpretando. Mas a realidade deve ser enxergada de forma objetiva, sem interpretações e sentimentos. Não há o que interpretar da realidade, apenas descobrir e constatar. Podemos até ser impactados de formas diferentes por aquilo que enxergamos e ouvimos, mas a verdade e os fatos continuarão sendo os mesmos para todas as pessoas.

A ideologia da esquerda é pautada em muitos sentimentos. De forma geral, pessoas fracas procuram um inimigo ou alguma coisa para colocar a culpa de seus fracassos, retirando a auto responsabilidade sobre os seus atos. Já quem se tornou forte agirá constantemente em busca dos seus objetivos, entendendo que existem dificuldades no caminho, mas que cabe a ela se desenvolver para superá-las. E todos aqueles que são fortes hoje, um dia foram fracos, mas escolheram o caminho que acabaram os deixando mais fortes.

O ser humano de maneira geral tende a buscar o caminho mais fácil e econômico: economia de pensamento, de sofrimento, de tempo, entre outros. É muito mais fácil fugir e externalizar a culpa para evitar se desenvolver e enfrentar desafios, pois esse caminho com certeza causará muitos desconfortos e sofrimentos, mesmo que depois as conquistas sejam recompensadoras. 

Poucos irão em busca de grandes superações. Além disso, cada um tem objetivos e sonhos diferentes, decidindo viver como quiser e até aí está tudo bem. O problema surge quando as visões e escolhas individuais buscam interferir na vida dos outros. Só porque alguém gosta e se contenta com alguma coisa, não significa que o outro também deva se contentar e aceitar este modo de vida também.

A diferença entre as pessoas naturalmente acaba gerando comparações. E isso incomoda muita gente, o que causa sentimentos de inveja, raiva e inferioridade, além de poder gerar a sensação de que alguém talvez seja preguiçoso e vitimista por não ter buscado se desenvolver como os outros. Esses sentimentos causam muito desconforto e por isso podem desencadear a sensação de que a pessoa está sendo de certa forma atacada por aqueles que superaram obstáculos, e como defesa a pessoa que se sente atacada acaba contra atacando estes que despertaram nela essas emoções negativas. Por isso atacam os bem sucedidos. Boa parte das pessoas que caem na ideologia marxista geralmente tem algum tipo aversão ao sucesso e crescimento, por isso defendem tanto ideias que buscam diminuir essas diferenças.  

Alcançar determinados objetivos requer muita disciplina, privações, sofrimento e resiliência. Muitos não estão dispostos a isso. Ter uma pessoa como o Neymar, com essa trajetória de superação e com grande influência na sociedade acaba despertando esses sentimentos nas pessoas, além de colocar em cheque todas as ideias fantasiosas que a esquerda acredita. Por estes motivos, ele é constantemente atacado com narrativas que possam manchar sua reputação, diminuir suas conquistas e principalmente diminuir sua influência para milhões de pessoas ao redor do mundo. 


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